Sempre acreditei que a tecnologia pode ser uma aliada poderosa no processo de ensino-aprendizagem, desde que utilizada de forma estratégica e consciente. No entanto, a implementação da tecnologia em sala de aula exige (e sempre exigiu|!) um olhar atento para a avaliação, garantindo que a tecnologia seja usada para potencializar o aprendizado e não para substituí-lo. É nesse contexto que as rubricas se tornam ferramentas indispensáveis, oferecendo critérios claros para avaliar o uso da tecnologia pelos alunos. O uso das rubricas, concretiza os objetivos do professor e alinha com as expectativas dos alunos sobre como eles devem proceder nas avaliações! E vamos combinar que isso é tuuuudooooooo no processo de ensino-aprendizagem?
Neste sentido, Leon Furze mais uma vez colabora com a reflexão sobre o uso da IA pelos alunos, principalmente na escrita com a "Escala de Avaliação da Tecnologia (AIAS)", desenvolvida em conjunto com Perkins, Roe & MacVaugh. A tablea oferece um panorama interessante sobre o uso da tecnologia em atividades avaliativas.
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A escala apresenta cinco níveis distintos, que vão desde a ausência total da tecnologia até a exploração criativa da tecnologia. Abaixo, uma versão mais "mastigadinha" do conteúdo:
- Nível 1: Sem Tecnologia: Avaliação realizada sem o uso de tecnologia, focando nas habilidades e conhecimentos do aluno.
- Nível 2: Planejamento com Tecnologia: A tecnologia é utilizada para atividades de planejamento, como brainstorming e pesquisa inicial, mas a avaliação enfatiza a capacidade do aluno de desenvolver e refinar as ideias de forma independente.
- Nível 3: Colaboração com Tecnologia: A tecnologia auxilia na realização da tarefa, incluindo geração de ideias e redação, mas o aluno deve avaliar criticamente e modificar as sugestões da tecnologia.
- Nível 4: Uso Completo de Tecnologia: A tecnologia é utilizada em todos os aspectos da tarefa, com o aluno direcionando a tecnologia para alcançar os objetivos da avaliação.
- Nível 5: Exploração com Tecnologia: A tecnologia é utilizada de forma criativa para solucionar problemas e gerar insights inovadores, com alunos e educadores co-criando as avaliações.
Como aplicar as Rubricas em Sala de Aula
As rubricas da AIAS podem ser adaptadas e utilizadas em sala de aula para guiar o uso da tecnologia em diferentes atividades, como por exemplo:
- Em um projeto de pesquisa, a rubrica pode exigir que os alunos utilizem a tecnologia para coletar e analisar dados, mas que apresentem suas próprias conclusões e reflexões.
- Em uma atividade de escrita criativa, a rubrica pode permitir o uso da tecnologia para gerar ideias e rascunhos, mas que o texto final seja original e reflita a voz do aluno.
- Em um debate, a rubrica pode incentivar o uso da tecnologia para pesquisar informações e argumentos, mas que os alunos apresentem suas próprias opiniões e contra-argumentos.
E o professor?
Quem acompanha o blog eprofessor há tempos, sabe que a gente acredita que a tecnologia não deve substituir o papel do educador, mas sim complementá-lo. Isso nas tecnologias convencionais e emergentes, certo? Ao utilizarmos rubricas como a AIAS, podemos garantir que a tecnologia seja usada de forma ética e eficaz, potencializando o aprendizado e preparando os alunos para os desafios do futuro. Neste cenário, o professor atua como um mediador, orientando os alunos no uso da tecnologia e incentivando o desenvolvimento de habilidades essenciais, como pensamento crítico, criatividade e colaboração. E isso a IA não vai fazer, não é mesmo?
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